sexta-feira, 11 de novembro de 2011
INDÚSTRIA QUASE CAI EM GOLPE DE MAIS DE 120 MIL
Uma indústria, com dezenas de lojas espalhadas pela cidade, recebeu pedido de mais de R$ 120.000,00.
O comprador seria outra empresa.
O endereço fornecido era uma mansão, que foi visitado pelo vendedor e causou ótima impressão.
A empresa tinha até site na internet, bem elaborada e até com lista de clientes, a maioria, grandes empresas, muito conhecidas e conceituadas na praça.
Solicitado para fazer levantamentos, foi verificado que a empresa compradora nada tinha a ver com o segmento dos produtos pedidos e pela quantidade, era impossível ser para uso interno.
Checando a situação dela, tinha até registro na Receita Federal, mas estava totalmente irregular, apesar de constar como ATIVA. Usaram CNPJ de outra empresa, desativada.
Reativaram a empresa com outra razão social e novos sócios, com endereço diferente.
Consultando alguns amigos empresários, conseguimos algumas informações, fomos checar e a maioria delas se confirmaram.
A empresa era na verdade, uma arara, constituída em nome de laranjas e os responsáveis eram figuras conhecidas na cidade, até nos meios esportivos e tinham uma rede de “casas noturnas”, vulgo, “inferninhos”, que seriam os destinatários finais dos produtos.
Era uma triangulação muito bem elaborada, se não cometessem tantos erros primários e que muitas vezes, não são percebidas pelas vítimas.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
GOLPISTAS ALUGAM SALA PARA RECEBER MERCADORIAS
Uma administradora de imóveis entrou em contato, pois alugaram uma sala comercial e receberam ligação anônima, dizendo que os inquilinos estavam usando documentos falsos.
Realmente, o inquilino e a fiadora estavam usando identidades falsas. Até a escritura apresentada pela fiadora era falsa.
Desesperados, ligaram para o síndico do edifício e receberam a notícia que era um entra e sai de mercadorias, o dia todo, há vários dias.
Entregavam as mercadorias, e assim que saíam, eles desciam com tudo, carregavam e levavam embora.
Como já era final de tarde, nada puderam fazer. No dia seguinte de manhã, ao chegarem ao endereço, já estava vazia, e os estelionatários nem retornaram mais.
DANOS MORAIS II
Uma financeira estava sofrendo processo por danos morais e encaminhou e-mail com a cópia dos documentos utilizados.
Respondi que a verdadeira era uma professora municipal numa escola em Pernambuco, moradora numa cidade da Grande Recife e, portanto, não poderia ser a mesma pessoa.
A identidade era falsa, o comprovante de residência era falso e o comprovante de renda, falso.
Só restava negociar com a vítima, o valor da indenização.
Isso ocorre com muita freqüência, pois as empresas não têm cultura preventiva. Acabam perdendo duas vezes, pelo contrato e pela indenização, fora as despesas do advogado, que tem que se deslocar para todo lado.
Esta é a realidade em nosso país, pois as empresas preferem se arriscar, a melhorar os seus procedimentos internos.
Este risco é provocado muitas vezes, pela falsa idéia da produtividade e fechamento de metas, tanto do lojista, como da financeira.
Outra situação muito cobrada pelas lojas e financeiras, é o tempo de resposta para aprovação de créditos, que muitas vezes, não pode ultrapassar 10 a 15 minutos.
“CLIENTE” ESTAVA EM DOIS LUGARES AO MESMO TEMPO
“Cliente” comprava na loja e foi localizada a mais de 1.000 km do local, tomando banho.
Sua filhinha de aproximadamente 5 anos, diz que a mamãe está no banho.
Pedi para falar com o papai. Ele atende e pergunto se sua esposa é a fulana de tal. Ele confirma e digo o que está ocorrendo.
Ele fica pasmo e peço que a esposa vá à delegacia local fazer um BO, pois os dados dela estavam sendo usados indevidamente em documentos falsos.
Neste momento, a esposa sai do banho e ele passa o telefone.
Repito tudo novamente e peço para ela confirmar o nome da mãe e a data de nascimento.
Confirmado, pergunto se ela tem e-mail, ela me passa o do marido e encaminho a cópia dos documentos.
Digo a ela que após fazer o BO, leve uma cópia nos bancos de dados para ficarem em alerta no sistema.
Na resposta ao e-mail, o marido escreve que os dados conferiam, o CPF era dela, só não batia o nome do pai e a aparência, pois a esposa era morena de cabelos compridos e a da foto era loira, com cabelos curtos, além do RG ser de um Estado onde jamais estivera.. Desconhecia a pessoa da foto.
ALUGARAM A CASA E O DONO NÃO SABIA
Um conhecido tem um imóvel desabitado, sem ligação elétrica nem água.
Certa ocasião, ele viu uma pessoa no quintal e perguntou o que ele fazia aí. O sujeito disse que estava alugando a casa e foi vistoriar o imóvel.
Nesta mesma casa, ele recolheu um saco de correspondências de bancos, financeiras e cartas de cobranças de empresas em nome de pessoas que ele jamais ouviu falar.
O endereço estava sendo usado por golpistas.
Até água mandaram ligar no imóvel, sem o seu conhecimento.
NASCEU EM DOIS ESTADOS DIFERENTES NO MESMO DIA, DA MESMA MÃE E PAI DIFERENTE
Uma operadora estava pagando contrato aprovado pela financeira, quando apareceram inconsistências na identidade.
Mandaram e-mail e em menos de dois minutos foi identificado como falso.
Pesquisando o CPF usado, foi constatado que era de um médico de Salvador-BA, que nada tinha a ver com o comprador.
Os seus dados pessoais foram clonados indevidamente e falsificaram uma identidade de um Estado onde jamais residiu.
Conferiam CPF, data de nascimento e nome da mãe. O resto era tudo falso. Inventaram o nome do pai e local de nascimento.
Como todos os bancos de dados baseiam somente no CPF para suas pesquisas, as empresas usam isso para liberação e se esquecem que a identificação tem que ser feita na identidade. Aí, os falsários encontram um campo fértil para os golpes.
No próprio cartão do CPF consta que “deve ser apresentado junto com um documento de identificação”.
Se o vendedor não souber distinguir um documento falso de um verdadeiro, não será com consultas ao CPF que ele estará seguro, pois os bancos de dados sempre informarão: Nada Consta ou Registrado.
Isso significa que existem registros ou não nos CPF informados. Jamais significaram: Podem Vender ou Não Podem Vender.
Como o mercado não toma juízo, vemos milhares de ações por danos morais em tramitação pelo país.
Cremos também, que grande parte dos processos indenizatórios por danos morais contra o Estado (Receita Federal), de duplicidade na emissão de CPF, sejam de situações semelhantes.
Muitos advogados não procuram se inteirar objetivamente dos fatos, antes de entrarem com estas ações e muitas empresas negativam os clientes antes de fazerem levantamentos mais cuidadosos. Para a maioria destas empresas, não pagou, é inadimplente.
Não conseguem distinguir inadimplente, de golpista.
Nestes casos, a responsabilidade não cabe ao Estado, e sim, às empresas que liberaram tais vendas ou créditos, sem verificarem a autenticidade dos documentos apresentados
CARECA AOS 15 ANOS
Uma empresa ligou, pois estavam com dúvidas sobre uma liberação de vendas.
O cliente insistia muito em retirar as mercadorias imediatamente e a loja tinha como praxe, entregar no endereço informado.
Pedi os dados pessoais do cliente e pedi para verem na foto do RG, se ele tinha aparência de 15 anos.
A supervisora disse que não, a aparência na foto era atual, mais de 35.
Falei que não podia ser, pois quando ele tirou a identidade, ele estava com quinze anos.
A supervisora até brincou, dizendo que ele estava careca na foto, igual ao seu gerente.
Pedi para encaminharem cópia da identidade e foi observado que a foto estava trocada.
Pedi para não liberarem a venda, pois estava adulterado.
Mais tarde, a loja conseguiu falar com o verdadeiro e ele tinha perdido a identidade.
Alerta: Não coloquem o CPF na identidade e não carreguem na mesma carteira, todos os documentos.
O novo RIC vai facilitar a vida dos bandidos
ESTAVA EM SALVADOR E FAZIA COMPRAS A MAIS DE 1.500 KM.
E não eram pela internet e nem por televendas.
Certa ocasião, uma entidade de classe encaminhou e-mail, pois estava com dúvidas com uma identidade que estava sendo usada para compras na cidade.
Pelo número do RG foi verificado que era um documento falso.
Liguei para a casa dele e sua mãe informou que ele estava trabalhando e só voltaria à noite.
Perguntei se ele estava viajando e ela disse que ele estava em Salvador-BA.
A compra estava sendo feita a mais de 1.500 km. da sua residência.
DIRETOR DE PERNAMBUCO ASSINOU IDENTIDADE DO PARANÁ
Uma empresa em Balneário Camboriú – SC encaminhou e-mail.
Estavam abrindo cadastro para um cidadão.
Pela cópia da identidade anexada, foram detectadas diversas inconsistências.
Era uma identidade do Paraná, com chancela de um Diretor em Pernambuco e com nome de um Diretor falecido em Sergipe.
O número do RG era inválido.
A perfuração mecânica estava errada.
O nome e o CPF usado eram de um cidadão sem restritivos, morador na região.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
FALECIDA COMPRAVA PELA INTERNET E A ENTREGA NÃO ERA NO CEMITÉRIO
Uma empresa iniciou vendas pela internet. No primeiro pedido, descobriram que a “cliente” era uma pessoa falecida.
Fomos alertados e fizemos levantamento dos locais por onde já tinha passado. Tinha uma compra grande, liberado por uma financeira.
Ligamos à financeira e alegaram que a loja já tinha entregue as mercadorias. Eram móveis para quarto e colchão.
Na outra empresa, a entrega seria realizada no dia seguinte. Era chuveiro e artigos para banheiro.
As vendas pela internet eram enxovais de quarto e banho.
Provavelmente, a “cliente” estava se sentindo desconfortável no túmulo, deitada num piso frio e duro e sem fazer higiene há semanas.
DISTRIBUIDOR APLICA GOLPE MILIONÁRIO NA FÁBRICA
Fomos convidados por um escritório de advocacia, para levantamentos numa carteira de vendas não recebidas por uma indústria.
Eram quase duas centenas de contratos que já tinham passado por outros escritórios sem retorno e sem nenhuma conclusão.
Desafio aceito, fizemos os levantamentos contrato por contrato, com prazo de conclusão em 30 dias.
Resultado: eram todas vendas fictícias.
Vendas em nome de pessoas falecidas, em nome de laranjas, identidades falsas, empresas inexistentes e toda série de barbaridades primárias.
Tinham vendas para pessoas com mais de 90 anos, quando o perfil dos clientes era outro.
Em duas semanas concluímos o relatório, para encaminhamento e ações cabíveis.
Virou inquérito policial e as açóes prosseguem.
CPF QUENTE, IDENTIDADE FALSA
CPF QUENTE, IDENTIDADE FALSA
Na grande maioria dos processos por danos morais identificados na praça, foram usados documentos falsos para concessão de créditos.
A partir de CPF sem restrições no mercado, são falsificadas identidades ou outros documentos que a substituam, como CNH ou outros.
Numa parcela destes documentos, o nome da mãe e data de nascimento conferiam com os do verdadeiro titular.
Inventavam o nome do pai ou deixavam em branco.
As vítimas só se dão conta do ocorrido, quando começam a receber ligações de cobranças ou avisos de débitos não contraídos
Muitas vezes, o endereço fornecido no cadastro está a milhares de quilômetros do endereço das vítimas e em locais onde elas nunca estiveram.
Normalmente, as fraudes são primárias e são facilmente reconhecíveis
Só em algumas ocasiões, o próprio titular tentava aplicar os golpes.
Em uma delas, o indivíduo morava em um Estado, quase divisa com outro. Tirou identidade no segundo Estado e alegava que a sua identidade era do primeiro Estado. Conseguimos junto ao segundo Estado, a confirmação da emissão do documento que foi usado na compra.
O que falta nas empresas é: investimento em prevenção, treinamento constante e uso adequado dos instrumentos disponíveis no mercado.
Existem dezenas de mecanismos preventivos gratuitos disponíveis na internet.
DEFICIENTE COMPROU CARRO E NEM SABIA ANDAR DE BICICLETA
DEFICIENTE COMPROU CARRO E NEM SABIA ANDAR DE BICICLETA
Certa ocasião, ao visitar uma financeira, presenciei uma cena chocante.
Um pai, senhor humilde, estava desesperado, pois recebeu carta de cobrança em nome do seu filho, deficiente intelectual, de um carro que ele teria comprado.
Ele estava acompanhado do filho e dizia que o rapaz não tinha condições nem de andar de bicicleta, quanto mais, comprar um carro.
Dava para se notar claramente o desespero deste senhor.
Tudo levava a crer que os dados do rapaz teria sido usado indevidamente para financiar o veículo.
A financeira, por seu lado, com toda a tecnologia disponível, não conseguiu identificar a fraude?
Isso ocorre com maior freqüência que se imagina.
Só numa operadora, conseguimos detectar quase 40 casos em poucos meses.
GOLPISTA JÁ ERA CLIENTE DA FINANCEIRA COM OUTRO NOME
GOLPISTA JÁ ERA CLIENTE DA FINANCEIRA COM OUTRO NOME
Uma financeira estava abrindo cadastro, encaminhou a cópia do documento, ligou e expôs a dúvida.
Ao abrir o e-mail, vi que era uma figura conhecida e falei:
- Ela já é “cliente” de vocês. Procure no seu cadastro a “fulana de tal”. São a mesma pessoa.
Estava aplicando o golpe pela segunda vez na mesma empresa, com nome diferente.
CLIENTE AMEAÇA LOJA POR DANOS MORAIS
CLIENTE AMEAÇA LOJA POR DANOS MORAIS
O “cliente” entrou na loja “indignado”, dizendo que estava sendo cobrado por uma dívida que não contraíra, que nunca tinha comprado naquela loja e que iria entrar com ação por danos morais.
A analista atendeu o cidadão, entrevistou-o e viu que a dívida nem tinha vencido ainda. Ela informou que as ligações só são feitas após 60 dias de atraso, perguntou o nome da pessoa que estaria ligando e ele não soube informar.
Tirou cópia dos documentos, do comprovante de residência e verificou que todos os dados conferiam com as informações cadastrais.
A analista estranhou os argumentos do “cliente” e encaminhou os documentos para análise.
A identidade estava dentro dos padrões, porém, foi constatado que era ideologicamente falsa. Foi passada esta informação à loja.
Passadas algumas semanas, receberam intimação. Compareceram, mas o “cliente” nem apareceu na audiência.
A empresa poderia acionar por falsidade ideológica e estelionato.
EQUIPOU A BMW DA LOCADORA
EQUIPOU A BMW DA LOCADORA
Uma locadora alugou diversos veículos aos sócios de uma “empresa”, inclusive uma BMW.
Ao volante da BMW, o sujeito entrou numa loja de acessórios e mandou equipar o possante.
Instalou rodas novas, som, e tudo que tinha direito e sumiu.
Sumiu não, sumiram.
Eles tinham constituído a empresa com documentos falsos, abriram diversas contas bancárias e operavam na cidade há algum tempo.
Todas as fraudes eram primárias e facilmente detectáveis.
LOCADORA “FURTA” O PRÓPRIO CARRO ALUGADO
LOCADORA “FURTA” O PRÓPRIO CARRO ALUGADO
Uma locadora de veículos alugou um Pólo novo e não foi devolvido.
Procurado pela locadora, foram constatados que os documentos usados eram falsos.
Passado algum tempo, receberam ligação da polícia de outro Estado, dizendo que tinha sido localizado, estava apreendido e tinha sido usado em crime.
Deslocaram para lá e constataram que era um carro “clonado”.
Passados alguns anos, receberam denúncia anônima, dizendo que o veículo estava circulando por uma cidade no interior de São Paulo.
Deslocaram para lá, procuram pela cidade toda e nada de localizar o veículo.
Cansados, resolveram voltar, mas antes, entraram num shopping para uma última verificação.
Ao entrarem no estacionamento, numa vaga exclusiva, o que viram
- O Pólo.
Perguntaram a quem pertencia e mostraram a foto do “locatário”.
Confirmaram que era o próprio.
Aguardaram alguns momentos, abriram o carro e trouxeram de volta.
No dia seguinte, receberam ligação do “locatário” perguntando como descobriram o paradeiro do veículo.
Disseram que foi por investigação interna e não deram muita atenção ao elemento.
Foi constatado que o elemento seria um agente policial da cidade.
FEZ RESERVA DE HOTEL E SACOU NO CAIXA
FEZ RESERVA DE HOTEL E SACOU NO CAIXA
No início da década de 90, quando ainda não era popular o microcomputador, e os meios de comunicação ainda eram o velho telefone analógico e o fax, um hotel da cidade recebeu uma ligação de uma “empresa” de fora do Estado, solicitando reserva para o seu funcionário. Alegaram que o funcionário estava a caminho da cidade e que precisava de reserva para “n” dias e que incluísse as despesas com alimentação no orçamento.
Fornecido o valor total das despesas, o elemento disse que iria até o banco e que mandaria o comprovante do depósito em seguida.
Assim foi feito. Mandou via fax, a cópia do depósito “em dinheiro”.
Passados algumas horas, chega um elemento dizendo que era funcionário da “empresa”. Perguntou se a empresa tinha confirmado a reserva e o pagamento da hospedagem. Diante da resposta afirmativa, ele disse que o carro sofrera um acidente na entrada da cidade e que precisava providenciar um guincho para rebocar o veículo, mas estava sem os recursos necessários $$$.
Pediu adiantado um valor X, dizendo que ligaria à empresa para repor o valor emprestado.
Adiantaram o valor, e o elemento saiu.
... e não voltou.
Passados alguns dias, ficaram sabendo que o depósito “em dinheiro”, era na verdade, depósito em “cheque” roubado.
CHEQUE DA LOIRONA BONITONA CHEGA AO BANCO COM VALOR ALTERADO
CHEQUE DA LOIRONA BONITONA CHEGA AO BANCO COM VALOR ALTERADO
A caixa de uma concessionária Ford ligou às 9,30 da manhã e perguntou se tinha algum tipo de golpe novo na praça.
Respondi que tinham muitos e perguntei o porquê da pergunta.
Ela explicou um fato ocorrido no dia anterior à tarde, quando um sujeito apareceu e disse que veio trocar um cheque da fulana de tal, no valor de tanto, do banco tal, e que a cliente tinha emitido por engano este cheque e a conta neste banco estava sem saldo suficiente.
Disse que iria pagar em dinheiro, colocou a mão no bolso e tirou um pacote de notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 e deu a ela o valor correspondente.
Ela, diante do argumento e como ele tinha informado o nome da cliente, do banco e do valor do cheque, inocentemente, devolveu o cheque.
Pedi para ligar imediatamente ao Banco e mandassem sustar o pagamento deste cheque, pois era realmente um golpe. Pedi que retornasse a ligação assim que fizesse este procedimento.
Passado quase uma hora, ela retorna a ligação. Disse que assim que abriu a agência, apareceu o sujeito para descontar o cheque e o valor tinha sido alterado de pouco mais de duzentos reais para mais de três mil reais.
Perguntado se ela tinha observado se na hora que a cliente preencheu o cheque tinha alguém na fila observando-a, ela informou que a cliente foi atendida na sala Vip.
Pedi para falar com a encarregada do setor. A responsável informou que realmente tinha uma pessoa observando-a e que até tinha feito um comentário:
- Que “loirona bonitona”
Só que o sujeito não estava interessado na “loirona bonitona”, e sim, no cheque da “loirona bonitona”
Fica o alerta a todos.
Quando forem preencher cheques, vejam se não estão sendo observados, mesmo que vocês não sejam “loironas bonitonas”.
Outro cuidado: cuidado com os cheques preenchidos por máquinas das lojas. Muitas lojas dispõem de máquinas preenchedoras de cheques para facilitar. Estas máquinas usam tonner, que é pó, e são fixadas a quente. Isso podem ser facilmente removidos e alterados para valores muito maiores.
CLONARAM CHEQUE DO MEU VIZINHO
CLONARAM CHEQUE DO MEU VIZINHO
Um vizinho, pequeno lojista me chamou e perguntou:
- Já viu cheque clonado
Respondi:
- Muitos.
Ele me mostrou a cópia do cheque.
A gerente do banco onde ele opera, ligou e pediu para cobrir um cheque que estava sendo descontado.
Ele alegou que o saldo estava positivo e pediu o número e o valor do cheque apresentado.
Para seu espanto, o número informado ainda estava no seu talonário.
Tinham clonado um cheque com todos os seus dados, inclusive com número de cheque em seu poder.
Pedi para fazer levantamento de todos os cheques emitidos e para quem foram emitidos.
Ele alegou que só emite cheques para fornecedores.
SACARAM MAIS DE DEZ MIL NO BANCO, SEM SEU CONHECIMENTO
SACARAM MAIS DE DEZ MIL NO BANCO, SEM SEU CONHECIMENTO
O sujeito foi sacar um cheque na boca do caixa. Era um cheque de mais de 10 mil reais.
O gerente ligou à empresa e pediu para falar com o Sr. Fulano de tal.
Do outro lado da linha, veio a resposta:
- Sou eu mesmo.
Aí o gerente explicou que tinha uma pessoa na agência com um cheque...
Antes do gerente continuar, ele perguntou:
- É o cheque número tal, no valor de tanto?
O gerente confirmou e o sujeito disse:
- Pode pagar.
Assim foi feito.
Passados alguns dias, o verdadeiro titular da conta foi reclamar no banco, divergências no saldo.
O gerente explicou que ligou para ele e que ele tinha confirmado o pagamento do cheque.
Só que o verdadeiro titular da conta não tinha atendido esta ligação.
Fizeram análise no cheque e foi constatado que era falso. Foram clonados os dados do verdadeiro correntista.
Quanto à ligação feita pelo gerente, foi constatado que os estelionatários abriram a central telefônica do bairro, grampearam o telefone e ficaram aguardando a ligação do banco.
ENVELHECIMENTO PRECOCE. TINHA 25, COM APARÊNCIA DE 50
ENVELHECIMENTO PRECOCE. TINHA 25, COM APARÊNCIA DE 50
Outra analista ligou, pois o cheque tinha voltado com a alínea 35.
Pelos dados fornecidos, foi perguntado se a pessoa estava na faixa etária entre 25 a 28 anos. A analista alegou que a pessoa tinha mais de 50. Aleguei que não podia ser, pois pelo número do RG, tinha que estar na primeira faixa etária.
Ela alegou também, que fez todos os procedimentos e tinha ligado para as referências e estas confirmaram conhecer o “cliente”.
Depois que o cheque voltou, ela refez as ligações.
No primeiro telefone, a pessoa alegou que aos sábados, trabalhavam até as 12,00 horas e a ligação tinha sido feita às 18,00 horas, portanto, nesta hora, não havia ninguém no estabelecimento.
No segundo telefone, alegaram que não trabalhavam aos sábados.
Fazendo levantamentos, foi constado que os estelionatários abriram a caixa telefônica instalada na outra esquina, grampearam os telefones usados como referências e ficaram aguardando as ligações.
NOTA: isto só pode ter ocorrido com colaboração de pessoas com conhecimentos em telecomunicações.
PATRÃO AMEÇA DESCONTAR CHEQUE CLONADO DO SALÁRIO DA FUNCIONÁRIA
PATRÃO AMEÇA DESCONTAR CHEQUE CLONADO DO SALÁRIO DA FUNCIONÁRIA
A analista da loja ligou desesperada, pois liberou uma venda e estava desconfiada do cheque recebido.
Alegou que fez todos os procedimentos, consultou bancos de dados de informações e até ligou para as referências e estas confirmaram conhecer o “cliente”.
No dia seguinte, refez estas ligações e o primeiro telefone era de uma igreja, e a pessoa alegou desconhecer o nome fornecido.
O mesmo aconteceu no segundo telefone.
Diante disso, falei que só restava aguardar a resposta do banco.
Passados alguns dias, ela ligou novamente.
O cheque tinha voltado com a alínea 35.
Pedi todas as informações cadastrais e foi encaminhada inclusive, a cópia da identidade apresentada. Foi constatado que era falsa.
Pesquisando, foi descoberto que foram usados dados de um professor universitário que tinha perfil em rede social. Neste perfil, tinha nome completo, foto, endereço e telefone divulgados.
Só que o seu endereço, ficava a mais de 400 quilômetros do local da compra.
FINANCEIRAS LIBERAM CRÉDITOS PARA GOLPISTA
Diversas financeiras liberaram créditos, sendo que em uma delas, o valor era superior a R$ 53.000,00.
Outra vítima, também financeira ligou, e pelos dados repassados, os documentos estavam fora dos padrões.
Com o recebimento das cópias utilizadas, foram confirmadas as fraudes. A identidade era falsa, o comprovante de residência e de renda também eram falsos.
A fraude na identidade era primária e mesmo assim, todos eles liberaram os créditos.
O maior problema, é que as empresas se preocupam somente em saber se os CPF estão “limpos”, e não se preocupam em saber se o portador do CPF é realmente o titular do documento utilizado.
No próprio cartão do CPF consta que deve ser apresentado junto com um documento de identificação, portanto, a identificação dever ser feita no documento apresentado, e não, no CPF.
E o mercado continua sem juízo...
IDENTIDADE FALSA, COMPROVANTES FALSOS
Infelizmente, grande parte das empresas que trabalham com crediários, usam métodos que eram eficientes há duas décadas, mas hoje, a realidade é totalmente diferente.
Normalmente, quando são concedidos créditos, a exigência das empresas é a apresentação de identidade, CPF, comprovantes de residência e de renda.
Muitos se baseiam na renda apresentada para liberação dos créditos.
Imaginam que, se os valores das prestações não ultrapassarem um percentual “X” da renda, as chances de inadimplência diminuem.
Consultam bancos de dados, e se não houverem restrições, aprovam os créditos.
Aí que mora o perigo.
Todos os golpistas sabem deste procedimento e apresentam horerith de empresas conhecidas e com uma boa renda.
Como a maioria não consegue diferenciar identidade falsa de uma verdadeira, os golpistas apresentam RG falso, comprovante de renda e de residência falsos e muitas vítimas ainda nos procuram, dizendo que os documentos eram “originais” ou “autenticados”.
Muitos, ainda afirmam que ligaram para as referências e estas confirmaram conhecer o “cliente”.
Os golpistas estão sempre se aprimorando e os lojistas não estão acompanhando a nova realidade.
DEPARTAMENTO ANTIFRAUDES
Ao visitar a diretoria de um grande banco, fui apresentado ao responsável pelo departamento antifraudes.
O nome do cargo era pomposo, em inglês.
Ele me convidou a conhecer o departamento e fez questão de mostrar o trabalho executado pelo setor.
Depois de passar por duas portas de segurança com cartões e senhas, eis que adentro a sala de trabalho.
Era uma sala enorme, com milhares de pastas sobre as mesas.
Curioso, pergunto se todos aqueles processos eram para pré-análise e ele me responde que são todos casos já ocorridos.
Até me mostra um processo e diz que provavelmente foi utilizada identidade falsa. Ao ver a cópia do documento, respondi que é falsa com toda certeza, pois pela data de emissão daquele documento, o modelo do RG era outro.
Fiquei deveras decepcionado, pois o departamento não deveria se chamar antifraudes e sim, pós fraudes.
IDENTIDADES
Alguns Estados usam Dígitos Verificadores nas identidades (RG).
Esses DV passaram a ser utilizados a partir dos modelos informatizados e cada Estado usa uma fórmula diferente para consistir os documentos.
Na maioria dos documentos falsos identificados no mercado, esses DV eram inválidos.
Muitas tentativas de golpes foram esclarecidas por telefone, só com o número do RG e Estado emissor e nos casos mais complexos, com algumas outras informações, portanto, nem era preciso o encaminhamento da cópia dos documentos.
NADA CONSTA
Muitos lojistas imaginam que somente consultas aos bancos de dados são suficientes para liberação de créditos.
Existem dois bancos de dados mais utilizados no país e nenhum deles avalizam as vendas. Simplesmente informam se existem restrições ou não, nos CPF consultados.
Se no próprio cartão do CPF consta que deve ser apresentado junto com um documento de identificação, não serão somente pelo CPF que os créditos poderão ser liberados.
Muitos não se dão conta do enorme volume de identidades falsas circulando pelo mercado. Não são somente RG, mas também, CNH e identificações de exercícios profissionais.
Esses desconhecimentos dos lojistas levam milhares de vítimas a entrarem com ações por danos morais contra eles.
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